Hoje queria compartilhar com vocês uma experiência que tive pela manhã. Fui ver a vida de um outro ângulo; um ângulo sem oportunidades, com muita simplicidade e quase nenhuma dignidade. Minha mãe me levou para conhecer a escola onde ela ensina, e me deparei com uma realidade totalmente diferente da minha. Quando vi aquelas crianças, todas simples, senti vergonha pelas vezes que reclamei das minhas coisas, por mais simples que sejam. Senti vergonha até de colocar o fone de ouvido, e mostrar meu mp4.
São crianças absolutamente carentes. Carentes de abraço, de carinho, de amor. Carentes de não terem sapatos e irem para a escola descalços, com os pezinhos sujos de uma terra vermelha. Carentes por não quererem colocar a melhor roupa para mostrar para os coleguinhas, e sim para apenas cobrir o corpo magro, muitas vezes de fome.
Logo quando cheguei, mesmo sem me conhecerem, vieram me abraçar, assim como se recepciona uma pessoa querida, mesmo que nunca tivessem me visto. Recebi um beijo carinhoso de uma criança linda, mas de olhos tristes. Recebi um abraço forte e um elogio de uma das garotinhas descalças que lá estavam. Confesso que acabei voltando de lá um tanto quanto balançada e emocionada.
É impressionante como reclamamos tanto de nossas coisas, de nossas roupas, sapatos, casas ou pais sem ao menos conhecerem um outro lado, vendo que tudo aquilo que você reclama é tudo o que uma outra pessoa queria ter. Não digo aquelas pessoas pobres que você vê falando na televisão que perderam tudo, ou que não tem nada, ou que moram nas ruas, ou as que batem na sua porta pedindo roupas velhas ou comida. Essa realidade, a realidade dessas pessoas, deve-se conhecer de perto, profundamente para que nós tenhamos noção de tudo o que elas passam. E com certeza, mesmo essas pessoas sofrendo a desigualdade do mundo dia após dia, elas ainda assim são felizes. Talvez, muito mais até do que aquelas que moram em casas luxuosas e nunca se dão por satisfeitos.
A regra é simples: Valorize. Tudo o que tem, cada dia, suas coisas, sua casa, sua comida e sua família. Deus não poderia dar graça maior do que nossa família. Seja feliz. Feliz com aquilo que você tem, com aquilo que você pode ter. Não pise nas nuvens, não sonhe alto a ponto de se auto-decepcionar. Conheça outros mundos, mundos diferentes dos seus para que veja e passe a valorizar mais tudo que lhe pertence.
Não importa qual seja a sua situação. Apenas valorize o que possui e o quanto você, ou alguém, lutou para tê-las. Não espere que a vida esfregue na sua cara, o quanto idiota você é por reclamar do que possui, ou por não ter uma roupa de grife, um perfume famoso, uma maquiagem extraordinária, uma casa dos sonhos ou pais excelentes. Apenas valorize, sempre.
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