segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quase um conto de fadas


Como citado no último post, algo aconteceu há alguns meses atrás. Espero que essa mudança tenha sido para melhor, pois para mim está sendo (e espero que continue!).
Claro que essa "mudança" não foi como em um conto de fadas, como um passe de mágica, pó de "pirlimpimpim" ou simplesmente da noite para o dia. Mas uma coisa se assemelha às estórias infantis: tive uma fada madrinha.
Como diz o ditado, "conto o milagre, mas não o santo", o santo é sigilo e até duvido que ele (ou eles, ou ela, ou elas.. haha!) saiba que foi o santo que motivou e me fez repensar sobre os meus atos.
Quem me conhece sabe o quanto sou... aaan.. digamos.. explosiva.. possuindo a síndrome de “supersinceridades”bem peculiares à minha personalidade. Fato é que, esse meu jeitinho meio explosivo ser e de tratar as pessoas acabava por afastá-las de mim, incluindo o bloqueio a novas amizades. Isso acabou me trancando em um universo particular em que apenas eu tinha a "chave" desse lugar. O problema é que não sabia como usar e nem para quê servia essa "chave". Até esse ano começar...
Aaah o Ano Novo, que vem carregado de promessas, variando de "um namorado", passado por "dedicar mais aos estudos" e terminando em "perder 10kg". Nessa lista gigante de promessas que fazemos uma das promessas que escrevi apenas para completar a lista de “Em 2013 eu vou...”  foi de “tratar as pessoas melhor". Eu mesma não me liguei a fundo com a promessa, apenas escrevi.
Até que o santo/fada madrinha apareceu (mentira, ele já existia!) e foi a vez dele ser o super-sincero comigo, sem saber que foi o super-sincero comigo e sem saber que aquilo seria o ponto de partida para tudo mudar.

Resumindo e finalizando a história, o que a minha fada madrinha disse fez com que eu descobrisse o que era a minha chave, para que servia e fez com que aquela última promessa passasse a ser a primeira da lista.

Diariamente somos obrigados a conviver com pessoas totalmente diferentes de nós, com opiniões diversas, com pensamentos distintos, onde nenhuma personalidade é igual. E não existe um padrão, uma única correta. Todos somos diferentes e devemos aceitar e respeitar as pessoas como elas são, independentemente da sua opinião.
Essa divergência de opiniões nos incomoda, pois queremos que todos dancem conforme a nossa música, do nosso jeito. Essa divergência nos causa insegurança, nos deixa desprotegidos, pois essa atitude nos agride, pois mostra nosso ponto fraco, pois a pessoa não está seguindo às regras, às nossas regras.
E então você se defende. E você os ofende.
E essa defesa machuca, magoa, corrói a pessoa por dentro. E um dia ela se cansa. Cansa de estar ao seu lado, cansa de tentar se defender, cansa de tentar se proteger, cansa de tanto se machucar por você, de ser machucado por você.
E por mais que ela te ame, ela se afastará, irá embora, pois não é obrigada a conviver com alguém que não te valoriza como os outros te valorizam; não te trata como todos te tratam; não te ama como os outros te amam.
Foi por isso que decidi usar minha chave, porque só eu poderia usá-la, porque só eu poderia não deixar que as pessoas se afastassem, porque só eu poderia fazer com que elas voltassem. Ninguém mais além de mim.

Todos possuímos intenção de mudar o próximo, mas talvez o próximo está mais próximo do que podemos imaginar. Talvez o próximo sejamos nós mesmos. Talvez essa mudança devesse partir de nós. E quando essa mudança deve ser em nós, ninguém além de nós pode nos mudar. Nos cabe enxergar os pontos falhos, observar o que podemos fazer quanto a isso e buscar o melhor sempre.
Como disse no início, a mudança não ocorre da noite para o dia ou em um passe de mágica. Ela deve ser diária, sendo conquistada pouco a pouco, dia após dia, até que um dia você simplesmente se dará conta de que mudou... e as pessoas ao seu redor percebem isso (o que é melhor!). É engraçado, mas sempre comparo esse tipo de mudança com a reabilitação de um drogado: começamos dia após dia, já desmotivamos achando que é besteira e que nada irá mudar; tentamos buscar sempre o melhor, até que um dia... recaída. Se dela voltarmos ao ponto de partida, de ser o que éramos, todo o trabalho realizado até então foi em vão. Mas se dela levantarmos e termos a humildade de tentar recomeçar e seguir em frente, só ganhamos.

Desejo que todos possam possuir uma fada madrinha ou santo iguais ao meu. Ela me ensinou que a usar a “chave” que pode abrir todas as portas: o amor. Quando digo amor não me refiro ao sentimento que existe entre um homem e uma mulher. Refiro-me à arma mais poderosa do mundo, com que todos nasceram, mas poucos são os sábios que a usam.
Como dizem “o mundo não está precisando de mais amor; está precisando de pessoas que saibam amar”.

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