segunda-feira, 27 de maio de 2013

A cabana - William P. Young

Sei que mereço ser autuada por abandono de blog, demitida por justa causa do emprego sem remuneração de blogueira (a vá!), mas é que ultimamente minha vida tem sido bastante conturbada, e só agora estou tendo um tempinho para me dedicar às coisas alheia à vida acadêmica.

Dando continuidade às minhas escritas solitárias, deixo abaixo uma resenha crítica de um livro que li recentemente, apesar do lançamento dele ter sido a algum tempo. Fazer resumos de livro também está como uma das intenções do blog, fazendo com que eu treine a minha memória sobre a história que acabei de ler, forçando minha interpretação de texto e escrita também. As resenhas serão o meu ponto de vista quando ao livro, não somente um resumo. Será minha opinião quanto ao enredo, deixando anotado as frases que mais gostei, o que tirei da estória para ser aplicado à vida real, entre outros.. Espero que gostem! :)

A Cabana - William P. Young

Sei que se conselho fosse bom seria vendido e não distribuído por onde passamos ou com quem conversamos, mas caso queira ouvir só mais um, escuta esse? Leia esse livro, sério.
Todas as pessoas que disseram que esse livro é lindo, que mudou a vida delas, entre outras mil coisas que também me falaram e eu saí lendo por aí, no fundo estavam com a razão, mesmo que por vezes exageraram ao extremo.

O livro conta a estória de Mackenzie, que durante muito tempo viveu imerso em um mar de dor e sofrimento ocasionado pelo sequestro e morte de Missy, sua filhinha mais nova. Mack, nunca foi muito religioso quanto sua esposa, Nan, e desde que perdeu Missy, sua relação com a Santíssima Trindade só teve a piorar.
Até que em um dia de inverno Mack recebe um bilhete suspeito o convidado a voltar ao cenário do homicídio de Missy, a velha cabana. O mais sinistro, é a assinatura do bilhete, que consta como “Papai”. Ora, quem ousaria brincar de maneira tão cruel com Mack, pedindo que voltasse aonde sua Grande Tristeza começara, e ainda assinado como “Papai”?
É válido lembrar/saber que Mack nunca teve uma boa relação com o seu pai desde a infância, sendo este um alcoólatra e espancara sua mãe até a morte, e desde então nunca mais havia o encontrado. Mas algo muito mais suspeito o incomodava. Sua esposa Nan que tinha uma relação íntima com Deus, o chamava de “Papai”. Será que seria Deus marcando um encontro com Mack fugindo de qualquer coisa que pareça ser real?
Bom, Mack ao contrário do que muitos fariam, foi à cabana para esse encontro um tanto “místico” e eis que de fato lá ele encontra com a Trindade Santa: Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo.
Apesar de o livro ser extremamente fictício e viajante algumas horas, confesso, as conversas abordadas naquela cabana fazem jus às nossas questões do dia-a-dia, questões que gostaríamos de perguntar pessoalmente, assim como o Mack fez. As conversas abordam questões de fé, amor, religião, perdão, amor, e a grande questão que afastou Mack de Deus: por quê a morte de sua pequena Missy.
O autor foi extremamente inteligente ao escrever esse livro, pois abordou todas as questões que cada um de nós gostaríamos de perguntar a Deus caso um dia o encontrássemos. Claro que nem tudo o que está escrito é real, e nem poderemos levar ao pé da letras, além do que, nunca poderemos saber se as respostas de Deus escritas por William P. Young, seriam de fato as respostas Deus para nós. Mas de certo forma, as conversas com Deus abordadas no livro te ajudam a pensar sobre as suas ações com o próximo, sobre sua fé em Deus, sua proximidade com Ele, entre muitas outras questões que valem a pena demais ler e se questionar.
Sei que muito do que está escrito é difícil de acreditar, e olhado dessa forma o livro se torna ridículo para algumas pessoas. Mas se levarmos um pouco de fé em algumas coisas escritas, e filtrarmos o que mais nos interessa, e aplicarmos ao nosso cotidiano, já terá valido cada minutinho que passou lendo.

Você que ainda não leu leia. Mas leia de forma sutil, sem estar com sete pedras na mão, como diria minha mãe. Vale à pena. Te garanto!
Você que já leu e viu esse post, deixe seu comentário. Adoraria saber sua opinião. :)

sábado, 20 de abril de 2013

Mudança


Amados leitores, primeiramente gostaria de dizer que vocês são uns amores por ainda visitarem meu blog fantasma e dar uma "bisbilhotada" de nada... de vez em quando... que seja... Enfim, vocês são uns fofos! rs
Bom, como todo bom (ou mau) universitário das benditas universidades federais, em pleno abril, estamos no fim do período 2012/2, ou conhecido como "período eterno" pelos que o vivenciam. Então, ultimamente da minha cabeça não vem nada mais além das matérias das disciplinas que faço... e não gostaria de ter que escrever algo tão chato quanto elas (mentira, elas não são! só quando temos que estudá-las sob pressão que se tornam insuportáveis!). Sendo assim, da saga "Copie e cole na parede, na agenda, no computador, no caderno, no banheiro, na geladeira... (etc)" e "Reflexivas" , gostaria de dividir com vocês um texto do Edson Marques sobre Mudança.


"Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Mude de caminho, ande por outras ruas, observando os lugares por onde você passa.
Veja o mundo de outras perspectivas. Descubra novos horizontes.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
Busque novos amigos, tente novos amores. Faça novas relações.
Experimente a gostosura da surpresa.
Troque esse monte de medo por um pouco de vida.
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.
Mude.
Dê uma chance ao inesperado. Abrace a gostosura da surpresa.
Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.
Lembre-se de que a vida é uma só, e decida-se por arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Abra seu coração de dentro para fora.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Exagere na criatividade.
E aproveite para fazer uma viagem longa, se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, a energia, o entusiasmo.
Só o que está morto não muda." 
(Edson Marques)


Espero que entendam a mensagem que o autor nos passa com algumas citações metafóricas, e algumas outras bem reais, aplicáveis ao nosso dia-a-dia.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quase um conto de fadas


Como citado no último post, algo aconteceu há alguns meses atrás. Espero que essa mudança tenha sido para melhor, pois para mim está sendo (e espero que continue!).
Claro que essa "mudança" não foi como em um conto de fadas, como um passe de mágica, pó de "pirlimpimpim" ou simplesmente da noite para o dia. Mas uma coisa se assemelha às estórias infantis: tive uma fada madrinha.
Como diz o ditado, "conto o milagre, mas não o santo", o santo é sigilo e até duvido que ele (ou eles, ou ela, ou elas.. haha!) saiba que foi o santo que motivou e me fez repensar sobre os meus atos.
Quem me conhece sabe o quanto sou... aaan.. digamos.. explosiva.. possuindo a síndrome de “supersinceridades”bem peculiares à minha personalidade. Fato é que, esse meu jeitinho meio explosivo ser e de tratar as pessoas acabava por afastá-las de mim, incluindo o bloqueio a novas amizades. Isso acabou me trancando em um universo particular em que apenas eu tinha a "chave" desse lugar. O problema é que não sabia como usar e nem para quê servia essa "chave". Até esse ano começar...
Aaah o Ano Novo, que vem carregado de promessas, variando de "um namorado", passado por "dedicar mais aos estudos" e terminando em "perder 10kg". Nessa lista gigante de promessas que fazemos uma das promessas que escrevi apenas para completar a lista de “Em 2013 eu vou...”  foi de “tratar as pessoas melhor". Eu mesma não me liguei a fundo com a promessa, apenas escrevi.
Até que o santo/fada madrinha apareceu (mentira, ele já existia!) e foi a vez dele ser o super-sincero comigo, sem saber que foi o super-sincero comigo e sem saber que aquilo seria o ponto de partida para tudo mudar.

Resumindo e finalizando a história, o que a minha fada madrinha disse fez com que eu descobrisse o que era a minha chave, para que servia e fez com que aquela última promessa passasse a ser a primeira da lista.

Diariamente somos obrigados a conviver com pessoas totalmente diferentes de nós, com opiniões diversas, com pensamentos distintos, onde nenhuma personalidade é igual. E não existe um padrão, uma única correta. Todos somos diferentes e devemos aceitar e respeitar as pessoas como elas são, independentemente da sua opinião.
Essa divergência de opiniões nos incomoda, pois queremos que todos dancem conforme a nossa música, do nosso jeito. Essa divergência nos causa insegurança, nos deixa desprotegidos, pois essa atitude nos agride, pois mostra nosso ponto fraco, pois a pessoa não está seguindo às regras, às nossas regras.
E então você se defende. E você os ofende.
E essa defesa machuca, magoa, corrói a pessoa por dentro. E um dia ela se cansa. Cansa de estar ao seu lado, cansa de tentar se defender, cansa de tentar se proteger, cansa de tanto se machucar por você, de ser machucado por você.
E por mais que ela te ame, ela se afastará, irá embora, pois não é obrigada a conviver com alguém que não te valoriza como os outros te valorizam; não te trata como todos te tratam; não te ama como os outros te amam.
Foi por isso que decidi usar minha chave, porque só eu poderia usá-la, porque só eu poderia não deixar que as pessoas se afastassem, porque só eu poderia fazer com que elas voltassem. Ninguém mais além de mim.

Todos possuímos intenção de mudar o próximo, mas talvez o próximo está mais próximo do que podemos imaginar. Talvez o próximo sejamos nós mesmos. Talvez essa mudança devesse partir de nós. E quando essa mudança deve ser em nós, ninguém além de nós pode nos mudar. Nos cabe enxergar os pontos falhos, observar o que podemos fazer quanto a isso e buscar o melhor sempre.
Como disse no início, a mudança não ocorre da noite para o dia ou em um passe de mágica. Ela deve ser diária, sendo conquistada pouco a pouco, dia após dia, até que um dia você simplesmente se dará conta de que mudou... e as pessoas ao seu redor percebem isso (o que é melhor!). É engraçado, mas sempre comparo esse tipo de mudança com a reabilitação de um drogado: começamos dia após dia, já desmotivamos achando que é besteira e que nada irá mudar; tentamos buscar sempre o melhor, até que um dia... recaída. Se dela voltarmos ao ponto de partida, de ser o que éramos, todo o trabalho realizado até então foi em vão. Mas se dela levantarmos e termos a humildade de tentar recomeçar e seguir em frente, só ganhamos.

Desejo que todos possam possuir uma fada madrinha ou santo iguais ao meu. Ela me ensinou que a usar a “chave” que pode abrir todas as portas: o amor. Quando digo amor não me refiro ao sentimento que existe entre um homem e uma mulher. Refiro-me à arma mais poderosa do mundo, com que todos nasceram, mas poucos são os sábios que a usam.
Como dizem “o mundo não está precisando de mais amor; está precisando de pessoas que saibam amar”.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ubuntu - I am because we are

Para reinaugurar minha volta às postagens solitárias (êêêê! \o/), deixo uma história que sempre achei muito bonita. De fato, não sei até que ponto ela é verídica, mas a considero bastante reflexiva quanto às nossas atitudes do dia-a-dia, principalmente no ambiente de trabalho/estudo.

Por um breve momento, até considerei como o novo nome do blog, mas só um breve momento... (Universo Particular me soou melhor!)

Não sei ao certo se me compreenderiam que utilizar o nome do texto, UBUNTU, seria como o marco de uma passagem, de um "velho eu" que deixei para trás. Mas isso já é um assunto para outra postagem.

Deixo esta mensagem como boas vindas à essa nova fase. (Ah, e se quiser escrever em um papel e colar na parede, do lado da cama, no teto, no banheiro ou na cozinha, para que sempre possa lembrar dela, fique à vontade! ;) )
“Um antropólogo fez uma brincadeira com as crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeira que chegasse na árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal todas as crianças saíram ao mesmo tempo... e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porque eles haviam agido desta forma sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam:

-Ubuntu. Como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?

Ubuntu na cultura Xhosa significa: Eu sou porque nós somos”
(Autor desconhecido)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Porque sorrir é o melhor remédio


Estava lendo um livro que peguei emprestado de uma amiga chamado "Desvendando os segredos da linguagem corporal" de Allan e Barbara Pease, e nele, exatamente na página sessenta e um do capítulo dois, fala o seguinte:

"A incorporação do riso como parte permanente da nossa personalidade atrai amigos, melhora a saúde e estende a vida. Quando rimos, todos os órgãos do nosso corpo são afetados de forma positiva. A respiração se acelera, exercitando o diafragma, o pescoço, o estômago, o rosto e os ombros. O riso aumenta a quantidade de oxigênio no sangue, o que não só ajuda os processos de cura como melhora a circulação e expande os vasos sanguíneos próximos à superfície da pele. É por isso que as pessoas ficam com o rosto vermelho quando riem. O riso tem também o poder de diminuir os batimentos cardíacos, dilatar as artérias, estimular o apetite e queimar calorias."

Acho que nem vou mais tomar remédio quando adoeçer.. a cada dia descobrimos que a simplicidade das coisas nos faz bem e que para melhorarmos nossa saúde e nossa própria personalidade basta apenas olhar em volta.
Cientistas comprovaram que as informações acima, todas relacionadas à saúde, são verdadeiras. Provaram ainda que até mesmo um sorriso falso ajuda numa boa convivência e que o sorriso e/ou riso não estão relacionados diretamente à uma piada, apenas 15% desses sorrisos são respostas a essas. Mostraram também que as mulheres são muito mais perceptivas a um sorriso falso do que um homem, e quando um homem diz que a mulher possui senso de humor não é porque exatamente ela não comnta piadas mas sim porque ela ri de suas piadas.
O sorriso, além de ajudar na saúde, ajuda em relacionamentos pessoais e profissionais causando bao impressão nos primeiros segundos de conversa.
Mulheres sorriem mais que os homens pois além de quererem causar boa impressão elas usam o sorriso como "jogo de sedução" ao homem, que cai feito um patinho(rsrs). Estudos mostram que as mulheres riem para os homens por quem se sentem atraídas, e que os homens se sentem atraídos pelas mulheres que riem para eles.
O riso é uma poderosa arma gratuita que possuímos e pouco sabemos usá-la ao nosso favor, e quando sabemos, usamos sem mesmo nos dar conta dos efeitos positivos que nos trará. Por isso o tão antigo ditado que nossas avós falavam: Sorrir é o melhor remédio!

p.s.: Recomendo o livro, muito bom: "Desvendando os segredos da linguagem corporal" de Allan e Barbara Pease

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Telefone

Tenho que confessar que não sei me comunicar por esse aparelho. Definitivamente eu não sei falar pelo telefone. Minha tia vive me dizendo que telefone são pra coisas rápidas, uma informação que você quer, para passar um comunicado ou algo do tipo. Bater papo no telefone, só quando não temos nada mesmo pra fazer. Mas mesmo assim, com essa ideia na cabeça de ser curta e objetiva no telefone, eu sempre me embaralho e não consigo.

Vou dar um exemplo: Estou precisando de uma documentação que está com uma amiga.
Sempre que eu telefono pra alguém, independente se conheço ou não, sempre pergunto como ela está. Pra que sendo que a pessoa sempre vai responder que está bem, mesmo que não esteja? Educação, eu entendo, mas se é pra ser curta e objetiva, já tenho que tirar essa parte. Se for amiga(o) já vou perguntando sobre as novidades e o que tem feito. PÊEEEEEEEEEEEEEEEN! Não pode, estou errada.. se tivesse num jogo de tabuleiro, deveria voltar umas seis casas, ou então direto pro início!
Bom, mas aí depois de perguntar como ela está, sobre as novidades e o que ela tem feito, e eu ter feito o mesmo, já se foram de 15 a 20 minutos de ligação. Se eu tiver em telefone fixo, beleza.. minha mãe já vai ta começando a encher o saco pra eu desligar e nem consegui dar o recado principal. Caso eu esteja no celular, aí que não consegui mesmo, meus créditos já teriam acabado no meio da história.. a não ser que seja o famoso "Tim Infinity" que pode falar nele durante 1:22:27hrs (Pra quem acha que fala sem limite, desiste. Quando chega nesse horário extato que ta aqui, a ligação cai. Calma, não é problema no seu celular nem no seu chip, é na operadora mesmo).. Enfim. Acontece que no final das contas eu até que consigo dar o recado ou pedir a informação, mas sempre ela virá incompleta. Se for pra repassar a informação eu já me embaralho. Agora se for alguma coisa relacionado à horário, ou data, localização.. aí que me ferro bonito! Sem contar que se ficar nervosa no telefone ou até mesmo pessoalmente, gaguejo. HAHAHAHAHA, aí que a coisa fica bonita mesmo. Uma gaga com perda de memória recente.

Mas o caso é que as dicas pra falar no telefone e ser objetiva é:
* Antes de ligar, pense em tudo o que irá falar. Não deixe pra formular a pergunta ou a informação na hora da ligação.
* Ligue e antes que pergunte como a pessoa está, indentifique-se e seja direta, falando qual o real motivo da ligação.
* Depois que o recado já foi passado, aí sim pode bater papo à vontade..

Não sei pra vocês, mas pra mim, não importa quantas são as dicas, eu nunca consigo. Sempre me enrrolo, me perco, gaguejo, e na hora de repassar.. bom, no final das contas sempre que tenho que retornar a ligação pra saber do que esqueci ou do que não perguntei. Moral da história: no telefone eu sempre falo em dupla. Preciso de alguém do meu lado pra me lembrar de tudo o que tenha pra falar.. ou então anoto tudo num papelzinho pra que realmente eu não me esqueça. Prefiro a internet! Aqui consigo ser objetiva e ainda perguntar às pessoas como ela estão e quais são as novidades. Por esse e outros motivos que eu amo a tecnologia, haha!

sábado, 31 de julho de 2010

Jantar com a mulher


Não sei quem escreveu esse texto, mas chorei de rir quando li. Prometo que postarei novas coisas.. em breve. Deixa só minha cabeça esfriar pra ela começar a produzir.

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores.
Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer e ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.

Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino.
OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'.
O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Mas melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto.
Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. Se Fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, minha amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada.
Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa............... ......... ......... ......... .......... ......... R$ 200,00

Lingerie.... ......... ......... ......... .......... ......... .........R$ 80,00

Maquiagem... ......... .......... ......... ......... .............. ....R$ 50,00

Sapato...... ......... .......... ......... ......... ......... ........R$ 150,00

Depilação..... ......... ......... ......... ......... ...... .... .....R$ 50,00

Mão e pé........... ......... ......... ......... ......... ...... ...R$ 25,00

Perfume..... ......... .......... ......... ......... ....... .. .......R$ 80,00

Pílula anticoncepcional. ......... ......... ...... .....................R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato mais de R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!


Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O valor do que possui.

Hoje queria compartilhar com vocês uma experiência que tive pela manhã. Fui ver a vida de um outro ângulo; um ângulo sem oportunidades, com muita simplicidade e quase nenhuma dignidade. Minha mãe me levou para conhecer a escola onde ela ensina, e me deparei com uma realidade totalmente diferente da minha. Quando vi aquelas crianças, todas simples, senti vergonha pelas vezes que reclamei das minhas coisas, por mais simples que sejam. Senti vergonha até de colocar o fone de ouvido, e mostrar meu mp4.
São crianças absolutamente carentes. Carentes de abraço, de carinho, de amor. Carentes de não terem sapatos e irem para a escola descalços, com os pezinhos sujos de uma terra vermelha. Carentes por não quererem colocar a melhor roupa para mostrar para os coleguinhas, e sim para apenas cobrir o corpo magro, muitas vezes de fome.
Logo quando cheguei, mesmo sem me conhecerem, vieram me abraçar, assim como se recepciona uma pessoa querida, mesmo que nunca tivessem me visto. Recebi um beijo carinhoso de uma criança linda, mas de olhos tristes. Recebi um abraço forte e um elogio de uma das garotinhas descalças que lá estavam. Confesso que acabei voltando de lá um tanto quanto balançada e emocionada.
É impressionante como reclamamos tanto de nossas coisas, de nossas roupas, sapatos, casas ou pais sem ao menos conhecerem um outro lado, vendo que tudo aquilo que você reclama é tudo o que uma outra pessoa queria ter. Não digo aquelas pessoas pobres que você vê falando na televisão que perderam tudo, ou que não tem nada, ou que moram nas ruas, ou as que batem na sua porta pedindo roupas velhas ou comida. Essa realidade, a realidade dessas pessoas, deve-se conhecer de perto, profundamente para que nós tenhamos noção de tudo o que elas passam. E com certeza, mesmo essas pessoas sofrendo a desigualdade do mundo dia após dia, elas ainda assim são felizes. Talvez, muito mais até do que aquelas que moram em casas luxuosas e nunca se dão por satisfeitos.
A regra é simples: Valorize. Tudo o que tem, cada dia, suas coisas, sua casa, sua comida e sua família. Deus não poderia dar graça maior do que nossa família. Seja feliz. Feliz com aquilo que você tem, com aquilo que você pode ter. Não pise nas nuvens, não sonhe alto a ponto de se auto-decepcionar. Conheça outros mundos, mundos diferentes dos seus para que veja e passe a valorizar mais tudo que lhe pertence.
Não importa qual seja a sua situação. Apenas valorize o que possui e o quanto você, ou alguém, lutou para tê-las. Não espere que a vida esfregue na sua cara, o quanto idiota você é por reclamar do que possui, ou por não ter uma roupa de grife, um perfume famoso, uma maquiagem extraordinária, uma casa dos sonhos ou pais excelentes. Apenas valorize, sempre.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Depilação feminina.

Como hoje to sem muita cabeça pra escrever deixo um texto engrassadíssimo (mais para as mulheres) que recebi hj no email. vale á pena ler, ele me tirou boas gargalhadas. beijinhos :*

"Tenta sim. Vai ficar lindo!" (DEPILAÇÃO!)
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão.
Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer
mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir
que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse
envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks.
Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história
mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada: DEPILAÇÃO, NUNCA MAIS!